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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Tecnologia e Privacidade

Redija uma dissertação em prosa, fazendo uma análise crítica da relação entre tecnologia e privacidade.
Vivemos a era da exposição e do compartilhamento. Público e privado começam a se confundir. A ideia de privacidade vai mudar ou desaparecer.
O trecho acima tem 140 caracteres exatos. É uma mensagem curta que tenta encapsular uma ideia com ple xa. Não é fácil esse tipo de síntese, mas dezenas de milhões de pessoas o praticam diariamente. No mundo todo são disparados 2,4 trilhões de SMS por mês, e neles cabem 140 toques ou pouco mais. Também é comum enviar e-mails, deixar recados no Orkut, falar com as pessoas pelo MSN, tagarelar no celular, receber chamados em qualquer parte, a qualquer hora. Estamos conectados. Superconectados, na verdade, de várias formas. Há 1,57 bilhão de pessoas que usam a internet e 3,3 bilhões com celulares – e as duas redes estão-se fundindo. Há uma nova sintaxe em construção, a das mensagens. Práticas da internet migraram para o mundo do celular e coisas do mundo do celular invadiram a rede de computadores. A difusão de informação digital iniciada pela web em 1995 está-se aprofundando e traz com ela mudanças radicais de costumes. As pessoas não param de falar e não querem parar de receber. Elas querem se exibir e querem ver. Tudo.
Outro aspecto [do Twitter] que provoca controvérsia é a invasão da privacidade. As conversas que se travam no serviço são públicas. Basta registrar-se como seguidor de alguém (não é preciso autorização) para acompanhar as conversas. Mas qualquer pessoa
pode ler a página de alguém no Twitter sem ter uma conta. Coisas pessoais acabam tornadas públicas, de maneira talvez ingênua. “Aqueles que não entendem suas vidas públicas on-line estarão um dia à mercê daqueles que entendem e sabem como cavar aquelas maravilhosas histórias que as pessoas estão deixando na internet”, diz [John] Grohol [psicólogo norte-americano]. Essa é uma questão que não tem o mesmo valor para diferentes gerações. É possível que os adolescentes e jovens de hoje se arrependam de seus perfis abertos no Twitter e no Orkut. Mas é possível, também, que eles construam uma nova relação com suas personas digitais, uma relação muito mais aberta e permissiva do que a geração anterior seria capaz de admitir. A nova ideia de privacidade em construção convive com o exibicionismo e o voyeurismo da rede.

(Época, 16/3/09) - Fragmento extraído de proposta de Redação da Unesp - julho 2009

O direito à privacidade, concebido como uma tríade de direitos – direito de não ser monitorado, direito de não ser registrado e direito de não ser reconhecido (direito de não ter registros pessoais publicados) – transcende, pois, nas sociedades informacionais, os limites de mero direito de interesse privado para se tornar um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito.
(Túlio Vianna. Transparência pública, opacidade privada. p.116)

Sim, podemos ser rastreados e nossa privacidade pode, até certo ponto, ser invadida, mas nada de pânico. A boa notícia é que através dessa rastreabilidade, física e de costumes, podemos ser beneficiados por muitos serviços, sejam operacionais, sejam relativos a nossa segurança. Muito em breve, você estará entrando em um Shopping Center e imediatamente receberá um torpedo de sua loja favorita informando que está em promoção de 50% de desconto. Ou então estará num show e receberá um torpedo de um amigo avisando que também está nesse mesmo show. Ou então seu carro quebrará em uma rodovia e, poucos minutos depois, um guincho virá atendê-lo, sem você ter chamado. É possível até mesmo você ser informado de que seu estoque de cerveja na despensa atingiu um nível preocupantemente baixo...
(www.educacaonanet.com.br)

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