segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Fuvest 2013 - 2ª fase ( 4 questões e redação)


1) Leia o texto: Ditadura / Democracia

    A diferença entre uma democracia e um país totalitário é que numa democracia todo mundo
reclama, ninguém vive satisfeito. Mas se você perguntar a qualquer cidadão de uma ditadura o que  acha do seu país, ele responde sem hesitação: “Não posso me queixar”.
(Millôr Fernandes, Millôr definitivo: a bíblia do caos.)

a) Para produzir o efeito de humor que o caracteriza, esse texto emprega o recurso da ambiguidade? Justifique sua resposta.
b) Reescreva a segunda parte do texto (de “Mas” até “queixar”), pondo no plural a palavra “cidadão” e fazendo as modificações necessárias.



2) Leia o excerto: 
     Ninguém mais vive, reparou? Vivencia. “Estou vivenciando um momento difícil”, diz Maricotinha. Fico penalizado, mas ficaria mais se Maricotinha estivesse passando por ou vivendo aquele momento difícil. Há uma diferença, diz o dicionário. Viver é ter vida, existir. Vivenciar também é viver, mas implica uma espécie de reflexão ou de sentir. Não é o caso de Maricotinha. O que ela quer dizer é viver, passar por. Mas disse vivenciar porque é assim que, ultimamente, os pedantes a ensinaram a falar.
(Ruy Castro, Folha de S. Paulo, 27 de junho de 2012. Adaptado.)

a) Da personagem José Dias, diz o narrador do romance  Dom Casmurro, de Machado de Assis: “José Dias amava os superlativos. Era um modo de dar feição monumental às ideias; não as havendo, servia a prolongar as frases”. Em que o comportamento linguístico de Maricotinha, tal como o caracteriza o texto, se compara ao da personagem machadiana?
b) Quem já ............................................... a perda de um parente conhece a dor que estou sentindo. Preencha a lacuna da frase acima, utilizando o verbo viver ou o verbo vivenciar, de acordo com a preferência do autor do texto. Justifique sua escolha.
c) No trecho “os pedantes a ensinaram a falar”, a palavra “pedante”, considerada no contexto, pode
ser substituída por ...............................................

3)  Leia as seguintes manchetes:
Grupo I 
* Esperada, na Câmara, a mensagem pedindo a decretação do estado de guerra (Jornal do Brasil, 07 de outubro de 1937) 
* Encerrou seus trabalhos a Conferência de Paris (Folha da Manhã, 16 de julho de 1947.)
* Causaram viva apreensão nos E.U.A. os discos voadores ( Folha da Manhã, 30 de julho de 1952)
Grupo II
* Quase metade dos médicos receita o que indústria quer (Folha de S. Paulo, 31 de maio de 2010.)
* Novo terminal de Cumbica atenderá 19 milhões ao ano (Folha de S. Paulo, 26 de junho de 2011.)
* MEC divulga hoje resultados do Enem por escolas (Zero Hora, 22 de novembro de 2012.)

a) Cada um dos grupos de manchetes acima reproduzidos, por ter sido escrito em épocas diferentes,
caracteriza-se pelo uso reiterado de determinados recursos linguísticos. Indique um recurso linguístico que caracteriza as manchetes de cada um desses grupos.
b) Manchetes jornalísticas costumam suprimir vírgulas. Transcreva a última manchete de cada grupo,
acrescentando vírgulas onde forem cabíveis, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.

4) Examine o seguinte anúncio publicitário:  


 a) Qual é a relação de sentido existente entre a imagem de uma folha de árvore e as expressões  “Mapeamento logístico” e “caminho”, empregadas no texto que compõe o anúncio acima  reproduzido? 
b) A que se refere o advérbio “aqui”, presente no texto do anúncio? 

Redação


        Esta é a reprodução (aqui, sem as marcas normais dos anunciantes, que foram substituídas por X de um anúncio publicitário real, colhido em uma revista, publicada no ano de 2012. Como toda mensagem, esse anúncio, formado pela relação entre imagem e texto, carrega pressupostos e implicações: se o observarmos bem, veremos que ele expressa uma determinada mentalidade, projeta uma dada visão de mundo, manifesta uma certa escolha de valores e assim por diante.
        Redija uma dissertação em prosa, na qual você interprete e discuta a mensagem contida nesse anúncio, considerando os aspectos mencionados no parágrafo anterior e, se quiser, também outros aspectos que julgue relevantes. Procure argumentar de modo a deixar claro seu ponto de vista sobre o assunto.

Resolução 1) 
a) O trecho que apresenta duplo sentido é “Não posso me queixar”, que pode ser entendido de duas formas: “não tenho de que me queixar, estou satisfeito”, ou “não tenho permissão para me queixar, pois posso ser punido caso me manifeste”.
b) Mas se você perguntar a quaisquer cidadãos de uma ditadura o que acham de seu país, eles respondem, sem hesitação: Não podemos nos queixar.

Resolução 2) 
a) O comportamento linguístico de José Dias consiste em “dar feição monumental às ideias”, ou seja, em
atribuir-lhes uma aparência engrandecedora. Esse cacoete equivale à preferência de Maricotinha por vivenciar em lugar de  viver, pois aquele verbo teria, supostamente, uma carga semântica mais “nobre”.
b) O verbo que preenche adequadamente a lacuna é viver: Quem já  viveu  a perda de um parente
conhece a dor que estou sentindo. Para o autor, viver, e não vivenciar, deve ser empregado no sentido de “passar por uma experiência”, pois vivenciar implicaria também uma atitude reflexiva.
c) O vocábulo “pedante” pode ser substituído por “pretensioso”, no sentido de “aquele que se pre tende culto, alardeando conhecimento que não possui”.

Resolução 3) 
a) No Grupo I, as manchetes se iniciam pelos verbos (“Esperada”, “Encerrou” e “Causaram”). Assim, põe-se em relevo a ação praticada, não o agente que a praticou, visto que os sujeitos dessas manchetes estão pospostos: “a mensagem”, “a Conferência de Paris”, “os discos voadores”. No Grupo II, as manchetes não estão com os termos das orações invertidos, pois elas se iniciam pelo sujeito: “Quase metade dos médicos”, “Novo Terminal de Cumbica” e “MEC”. Dessa forma, destacam-se os sujeitos e não apenas as ações a eles atribuídas.
b) Nas últimas orações de cada grupo, as vírgulas podem ser empregadas para isolar os adjuntos
adverbiais intercalados:
I) Causaram viva apreensão, nos EUA, os discos voadores.
II) MEC divulga, hoje, resultados do ENEM por escolas.

Resolução 4) 
a) A imagem da folha de árvore apresenta nervuras, que possuem semelhança com um mapa “logístico”, ou seja, um mapa que representa pictoricamente a organização de pormenores de deslocamento.
b) O advérbio “aqui” tanto pode referir-se ao mapeamento logístico da Amazônia, quanto ao respeito
pela natureza, representada pela imagem da folha de árvore.






           

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

65 anos da morte de Gandhi



     Mohandas Karamchand Gandhi, dito Mahatma, que em sânscrito significa "grande alma", foi um dos idealizadores e fundadores do moderno Estado Indiano e um defensor do princípio da não-violência como um meio de protesto.
      Gandhi casou-se aos 14 anos com Kasturbai, da mesma idade, numa união acertada entre as famílias. O casal teve quatro filhos. Aos 19 anos foi estudar direito na Universidade de Londres. Após se formar, passou a trabalhar como advogado em Durban,África do Sul (1893).
      Sua trajetória política começou marcada por um acidente em um trem. Gandhi viajava na primeira classe quando solicitaram que se transferisse para a terceira classe, por ele não ser branco. Ao recusar-se, foi jogado para fora do trem. O episódio fez com que ele começasse a advogar contra as leis discriminatórias vigentes.
      Gandhi foi preso em 6 de novembro de 1913, enquanto liderava uma marcha de mineiros indianos que trabalhavam na África do Sul. 
     Durante a  Primeira Guerra Mundial,  retornou à Índia e, após o seu término, envolveu-se com o Congresso Nacional Indiano e com o movimento pela independência.
      Ganhou notoriedade internacional pela sua política de desobediência civil e pelo uso do jejum como forma de protesto. Por esses motivos, sua prisão foi decretada diversas vezes pelas autoridades inglesas.
      Outra estratégia de Gandhi pela independência era o boicote aos produtos importados. Todos os indianos deveriam usar vestimentas caseiras, em vez de comprar os produtos têxteis britânicos. O tear manual, símbolo de afirmação, viria a ser incorporado à bandeira do Congresso Nacional Indiano e à própria bandeira indiana.
     Sua posição pró-independência endureceu após o Massacre de Amritsar em 1920, quando soldados britânicos mataram centenas de indianos que protestavam pacificamente contra medidas autoritárias do governo britânico.
     Uma de suas mais eficientes ações foi a marcha do sal, que começou em 12 de março de 1930 e terminou em 5 de abril, quando Gandhi levou milhares de pessoas ao mar a fim de coletarem seu próprio sal, em vez de pagarem a taxa prevista sobre o sal comprado.
      Em 8 de maio de 1933, Gandhi começou um jejum que durou 21 dias em protesto à "opressão" britânica contra a Índia. Em Bombaim, no dia 3 de março de 1939, Gandhi jejuou novamente em protesto às regras autoritárias para a Índia.
    Durante a Segunda Guerra Mundial,  Gandhi deixou claro que não apoiaria a causa britânica. Foi preso em Bombaim pelas forças britânicas em 9 de agosto de 1942 e mantido em cárcere por dois anos.
     Gandhi posicionou-se contra qualquer plano que dividisse a Índia em dois Estados, o que acabou acontecendo, com um Estado denominado Índia, predominantemente hindu, e o Paquistão, predominantemente muçulmano.
     No dia 20 de janeiro de 1948, após um jejum em protesto contra as violências cometidas por indianos e paquistaneses, Gandhi sofreu um atentado. Uma bomba foi lançada em sua direção, mas ninguém ficou ferido. Entretanto, no dia 30 de janeiro de 1948, ele foi assassinado a tiros, em Nova Déli, por um hindu radical.
   O corpo do Mahatma foi cremado e suas cinzas jogadas no rio Ganges. Assim, há 65 anos, o mundo perdia uma de suas mais famosas personalidades. 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Leitura obrigatória para USP e UNICAMP 2014


Para os processos seletivos  da USP e da Unicamp 2014, são os seguintes os livros obrigatórios para leitura: 
*  Viagens na Minha Terra (Almeida Garrett)
* Til (José de Alencar)
* Memórias de um Sargento de Milícias (Manuel Antonio de Almeida)
 * Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis) (neste blog, você encontra um post sobre esta obra)
 * O Cortiço (Aluísio Azevedo)
 * A Cidade e as Serras (Eça de Queirós)
*  Vidas Secas (Graciliano Ramos)
* Capitães da Areia (Jorge Amado) 
* Sentimento do Mundo (Carlos Drummond de Andrade).

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Um confuso bate-boca (Ferreira Gullar)


O fato mesmo é o seguinte: não há produção e venda de mercadoria alguma se não houver consumidor
      Um novo projeto de lei, que deve ser votado pelo Congresso em fevereiro, trouxe de novo à discussão o problema das drogas: reprimir ou descriminalizar?
     Esse projeto pretende tornar mais severa a repressão ao tráfico e ao uso de drogas, alegando ser esse o desejo da sociedade. Quem a ele se opõe argumenta com o fato de que a repressão, tanto ao tráfico quanto ao uso de drogas, não impediu que ambos aumentassem.
     Quem se opõe à repressão considera, com razão, não ter cabimento meter na prisão pessoas que, na verdade, são doentes, dependentes, consumidores patológicos. Devem ser tratados, e não encarcerados. No entanto, quem defende o tratamento em vez da prisão se opõe à internação compulsória do usuário porque, a seu ver, isso atenta contra a liberdade do indivíduo.
      Esse é um debate que não chega a nada nem pode chegar. Se você for esperar que uma pessoa surtada aceite ser internada para tratamento, perderá seu tempo.
     Pergunto: um pai, que interna compulsoriamente um filho em estado delirante, atenta contra sua liberdade individual? Deve, então, deixar que se jogue pela janela ou agrida alguém? Está evidente que, ao interná-lo, faz aquilo que ele, surtado, não tem capacidade de fazer.
     Mas a discussão não acaba aí. Todas as pessoas que consomem bebidas alcoólicas são alcoólatras? Claro que não. A vasta maioria, que consome os milhões de litros dessas bebidas, bebe socialmente. Pois bem, com as drogas é a mesma coisa: a maioria que as consome não é doente, consome-as socialmente, e muitos desses consumidores são gente fina, executivos de empresas, universitários etc..
    Só que a polícia quase nunca chega a eles, pois estes não vão às bocas de fumo comprar drogas. Sem correrem quaisquer riscos, as recebem e as usam. Ninguém vai me convencer de que os milhões de reais que circulam no comércio das drogas são apenas dinheiro de pé-rapado que a polícia prende nas favelas ou debaixo dos viadutos.
     Outro argumento falacioso dos que defendem a descriminalização das drogas é o de que a repressão ao tráfico e ao consumo não deu qualquer resultado positivo. Pelo contrário -argumentam eles-, o tráfico e o consumo só aumentaram.
     É verdade, mas, se por isso devemos acabar com o combate ao comércio de drogas, deve-se também parar de combater o crime em geral, já que, embora o sistema judicial e o prisional existam há séculos, a criminalidade só tem aumentado em todo o planeta. Seria, evidentemente, um disparate. Não obstante, esse é o argumento utilizado para justificar a descriminalização das drogas.
     A maneira certa de encarar tal questão é compreender que nem todos os problemas têm solução definitiva e, por isso mesmo, exigem combate permanente e incessante.
     A verdade é que, no caso do tráfico, como no da criminalidade em geral, se é certo que a repressão não os extingue, limita-lhes a expansão. Pior seria se agissem à solta.
     Quantas toneladas de cocaína, crack e maconha são apreendidas mensalmente só no Brasil? Apesar disso, a verdade é que cresce o número de usuários de drogas e, consequentemente, a produção delas. Os traficantes têm plena consciência disso, tanto que, para garantir a manutenção e o crescimento de seu mercado, implantam gente sua nas escolas a fim de aliciar meninos de oito, dez anos de idade.
      Por tudo isso, deve-se reconhecer que o combate ao tráfico é particularmente difícil, já que, nesse caso, a vítima -isto é, o consumidor- alia-se ao criminoso contra a polícia. Ou seja, ela inventa meios e modos para conseguir que a droga chegue às suas mãos, anulando, assim, a ação policial.
    O certo é que este bate-boca não leva a nada. O fato mesmo é o seguinte: não há produção e venda de mercadoria alguma se não houver consumidor.
    Só se fabricam automóvel e geladeira porque há quem os compre. O mesmo ocorre com as drogas: só há produção e tráfico de drogas porque há quem as consuma. Logo, a maneira eficaz de combater o tráfico de drogas é reduzindo-lhe o consumo.
   E a maneira de conseguir isso é por meio de uma campanha de âmbito nacional e internacional, maciça, mostrando às novas gerações -principalmente aos adolescentes- que a droga destrói sua vida.

(Fonte: Ferreira Gullar - Folha de S. Paulo - 13/1/13)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013


16 de janeiro de 2013: 20 anos de casados - Má & Lou

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

ADÃO ITURRUSGARAI

(Fonte: Folha de S. Paulo -  ADÃO ITURRUSGARAI - 14/1/2013)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Unesp 2ª fase 2013- algumas questões e redação


Instrução: As questões de números 25 a 28 tomam por base uma crônica de Clarice Lispector (1925-1977) e uma passagem do Manual do Roteiro, do professor de Técnica do roteiro, consultor e conferencista Syd Field.

Escrever

        Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.
       Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação.
        Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida   que não foi abençoada.
       Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.
        Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros.
(Clarice Lispector. A descoberta do mundo, 1999.)

Escrevendo o roteiro

      Escrever um roteiro é um fenômeno espantoso, quase misterioso. Num dia você está com as coisas sob controle, no dia seguinte sob o controle delas, perdido em confusão e incerteza. Num dia tudo funciona, no outro não; ninguém sabe como ou por quê. É o processo criativo; que desafia análises; é mágica e maravilha.
     Tudo o que foi dito ou registrado sobre a experiência de escrever desde o início dos tempos resume-se a uma coisa — escrever é sua experiência particular, pessoal. De ninguém mais.
     Muita gente contribui para a feitura de um filme, mas o roteirista é a única pessoa que se senta e encara a folha de papel
em branco.
     Escrever é trabalho duro, uma tarefa cotidiana, de sentar-se diariamente diante de seu bloco de notas, máquina de escrever ou computador, colocando palavras no papel. Você tem que investir tempo.
    Antes de começar a escrever, você tem que achar tempo para escrever.
    Quantas horas por dia você precisa dedicar-se a escrever?
     Depende de você. Eu trabalho cerca de quatro horas por dia, cinco dias por semana. John Millius escreve uma hora por dia, sete dias por semana, entre 5 e 6 da tarde. Stirling Silliphant, que escreveu The Towering Inferno (Inferno na Torre), às vezes escreve 12 horas por dia. Paul Schrader trabalha com a história na cabeça por meses, contando-a para as pessoas até que ele a conheça completamente; então ele “pula na máquina” e a escreve em cerca de duas semanas. Depois ele gastará semanas polindo e consertando a história.
      Você precisa de duas a três horas por dia para escrever um roteiro.
      Olhe para a sua agenda diária. Examine o seu tempo. Se você trabalha em horário integral, ou cuidando da casa e da família, seu tempo é limitado. Você terá que achar o melhor horário para escrever. Você é o tipo de pessoa que trabalha melhor pela manhã? Ou só vai acordar e ficar alerta no final da tarde? Tarde da noite pode ser um bom horário. Descubra.
(Syd Field. Manual do roteiro, 1995.)

    1)  Clarice Lispector coloca inicialmente o processo da criação literária como uma maldição. Em seguida, ressalva que é também uma salvação. Com base no texto da crônica, explique como a autora resolve essa diferença de conceitos sobre a criação literária.


    2) Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Explique, com base no primeiro parágrafo do texto Escrevendo o roteiro, se Syd Field concorda com esta afirmação de Clarice Lispector.

   3) Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. Ao empregar na frase apresentada o advérbio eventualmente, o que revela Clarice Lispector sobre a criação de um conto ou romance?

    4) No sétimo parágrafo do texto de Syd Field, que informação o autor passa ao aprendiz de roteirista com os diversos exemplos que apresenta?

Redação: Proposição

      Desde pequeno, você vem sendo submetido, na escola, à prática de escrever. Com o passar do tempo, as exigências se tornaram cada vez maiores para que você aumentasse a qualidade de seus textos e não demorou muito para perceber que lá adiante, no fim do túnel do Ensino Médio, haveria uma prova muito importante, com bom peso na nota: a redação no vestibular. Nesse trajeto, em muitos momentos, você se perguntou: Afinal, para que escrever? Para que fazer uma boa redação? Só para passar no vestibular? Na era da internet, para que eu tenho de aprender a redigir, se a comunicação visual funciona muito melhor? Eu não sou escritor, não preciso saber criar textos!
      É isso o que você pensa mesmo? Ou são apenas desabafos? Pois chegou a hora de dizer realmente o que pensa sobre o escrever. Para Clarice Lispector, escrever é maldição e salvação. Para Syd Field, é uma atividade profissional muito importante dentro da atividade geral da arte cinematográfica. E para você?
       Com base nestes comentários, em sua própria experiência e, se achar necessário, levando em consideração os textos de Clarice Lispector e Syd Field, escreva uma redação de gênero dissertativo, empregando a norma-padrão da língua portuguesa, sobre o tema: Escrever: o trabalho e a inspiração






domingo, 13 de janeiro de 2013


Brigadeiros DaLou na panelinha! Para comer de colher, nestes dias chuvosos...