sábado, 3 de março de 2012

Exibicionismo pessoal (Redação de minha aluna Letícia Del Picchia a partir do tema "Supervalorização da exposição pessoal neste início de século")

        Com o passar do tempo, a relação entre privado e público foi sendo perdida.  Em pleno século XXI, as pessoas, além de não se importarem com a superexposição de suas vidas, parecem gostar desta idéia.
        As redes sociais aceleram este processo. Ao colocar em seus perfis online fotos , interesses ou compartilhar arquivos, estes indivíduos  estão perdendo conscientemente sua vida privada. Já quem não faz o mesmo é considerado antiquado e antissocial.
         Esta publicação da vida  ao mundo impõe-se como necessária, já que, hoje, "aparecer" se tornou uma condição para “existir”, substituindo o ato de "pensar", proposto por Rene Descartes.
       O motivo deste exibicionismo é a busca de importância, ascensão à fama ou o reconhecimetno por algo, mesmo que seja por uma razão tola. Um exemplo recente disto  e que tomou grandes proporções foi o da "Luiza do Canadá", a qual ficou conhecida por um vídeo de seu pai.
       Mesmo fazendo parte da nova geração, é preciso tomar cuidado, pois cabe a cada um o discernimento de saber o que deve ou não ser publicado, levando em conta o que isso poderá acarretar-lhe no futuro.

(Fonte: Letícia Del Picchia Faria - CARO Objetivo)

sexta-feira, 2 de março de 2012

Banca com três corretores fará avaliação final de redações do Enem com diferença de notas

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) terá uma banca com três corretores para dar a nota final nas redações do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) que tiverem discrepâncias nas notas dos dois avaliadores iniciais. Até o último exame, apenas um especialista era chamado para avaliar redações que tivessem diferenças de mais de 300 pontos entre as notas dos dois corretores.

A diferença de 300 pontos para chamar a banca também deve mudar. Segundo a assessoria de imprensa do Inep, a diminuição desse número está em discussão, mas nenhuma decisão foi tomada ainda.

No Enem 2011, candidatos entraram com processos na Justiça pedindo a revisão das notas de redação do exame - o edital não previa a possibilidade de recurso e, tampouco, de vista das provas.

O MEC (Ministério da Educação) confirmou que 129 candidatos tiveram notas retificadas em função de "erro material". O Ministério Público Federal conseguiu uma liminar que permitia que todos os candidatos vissem as redações do Enem 2011 corrigidas, mas a liminar foi suspensa pela Justiça.

Fonte: UOL, 28/2/12

quinta-feira, 1 de março de 2012

Após 50 medalhas, jovem do interior de SP obtém vaga em Harvard


          Gustavo Haddad Braga, 17, passou nos concorridos vestibulares do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e de medicina da USP, mas desistiu dos cursos.  O motivo: garantiu uma vaga para estudar na Universidade Harvard, mais prestigiada universidade dos EUA.  Até agora, ele é o primeiro brasileiro selecionado para o segundo semestre de 2012. A instituição tem nove brasileiros cursando a graduação.

         Morador de São José dos Campos, no interior paulista, Gustavo já ganhou cerca de 50 medalhas em olimpíadas de conhecimento --de linguística a matemática.  Em 2011, foi o primeiro brasileiro a ganhar a Olimpíada Internacional de Física, realizada na Tailândia.

         O jovem disse que "gabaritou" a prova de matemática, física e química do SAT (teste usado no processo seletivo de universidades americanas). No SAT de conhecimentos em inglês, tirou 2.350 pontos dos 2.400 possíveis.

         O filho de engenheiros químicos, que é fã do físico Stephen Hawking e se diz autodidata em inglês, rejeita o título de "nerd". "Estudo mais tempo que o normal, mas jogo bola, saio, vou ao cinema", afirma ele, que era bolsista de um colégio particular.

         Gustavo ainda não escolheu qual curso vai seguir. "Provavelmente relacionado a física, talvez engenharia". Em Harvard, a opção é feita durante a graduação.

(Fonte: UOL, 23/2/12)









quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Caminho que leva à faculdade

Entrar em uma universidade não é sorte ou privilégio de alunos brilhantes. Pressupõe, sim, maturidade intelectual, responsabilidade e equilíbrio emocional.

Maturidade intelectual adquire-se ao longo da vida, pelo estudo, pela leitura de mundo, pelas experiências. Aulas de segunda a sábado, monitorias, horas de fixação em casa, jornais, revistas, livros, programas de TV, filmes, sites, viagens culturais, palestras, conversas com pessoas interessantes, nada disso é perda de tempo. Pelo contrário, são formas prazerosas de aumentar seu repertório cultural, transformando as informações recebidas por diversos meios em conhecimento que, depois, despertará seu senso crítico.

Responsabilidade é outro item que também começa na sala de aula. Atenção total às aulas já lhe garante vantagem, já que será mais fácil rever e assimilar a matéria em casa pelo bom aproveitamento que você teve de cada palavra do professor. Conversas paralelas, uso de aparelhos sonoros e visuais, feitura de atividade de matéria distinta da aula dada só atrapalharão seu desempenho. E ninguém sairá perdendo mais com isso do que você mesmo. Além de que sala de aula é espaço coletivo e não lhe cabe o direito de atrapalhar os colegas e o professor em hipótese alguma.

Por fim, além do conhecimento e da disciplina, o controle emocional é fator determinante para seu sucesso. Insegurança, ansiedade, cobranças externas só atrapalham. Alivie este estresse continuando a realizar atividades que lhe dão prazer, porém num ritmo que não atrapalhe seu foco neste ano: ESTUDAR. Procure dirigir seu plano de estudos a um objetivo específico, de preferência, com apoio de sua família.

A sorte pode até ter algum significado na hora dos vestibulares, mas o que importa mesmo é seu esforço pessoal. Acredite na sua competência. Transforme a vontade de ser universitário em 2013 em capacidade. É preciso, desde hoje, estabelecer e, principalmente, cumprir metas.


Dicas valiosas


1) Sua rotina de estudos deve contemplar todas as disciplinas, não apenas aquelas de que mais gosta ou nas quais tem mais facilidade;

2) Matéria dada = matéria estudada. Você precisará de 3 a 4 horas diárias para manter os estudos em dia. Procure monitorias para não deixar passar nenhuma dúvida;

3) O uso da internet deve se limitar a apenas um momento definido do dia (quando o computador será ligado), sob o risco de você perder horas importantes de seu estudo por distrações que, neste ano, não são seu foco;

4) Mantenha um local fixo de estudos, silencioso e apropriado para suas atividades;

5) Leitura de uma revista semanal, ou jornal diário (nem que seja pela TV) propicia-lhe manter-se atualizado, o que colaborará também para sua redação periódica.



Oportunidades, às vezes, vêm apenas uma vez ao nosso encontro. Não adianta estar na escola certa, com familiares investindo e acreditando em você se VOCÊ não agir adequadamente. Está vendo uma oportunidade em sua vida? Então, aceite este desafio. A faculdade está lá, esperando sua matrícula e ninguém melhor do que você mesmo para motivar-se e alcançar o OBJETIVO que tanto deseja.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Estudante com Síndrome de Down passa no vestibular da UFG



Kallil Assis Tavares, 21, é o primeiro estudante com Síndrome de Down a ingressar na UFG (Universidade Federal de Goiás). Ele foi aprovado para o curso de geografia, no campus de Jataí, cidade a 325 quilômetros de Goiânia. O curso tinha concorrência de 1,2 candidatos por vagas.

A escolha do curso e a decisão de prestar o vestibular partiram de Tavares, que foi aprovado em seu primeiro processo seletivo. A mãe do estudante, Eunice Tavares, conta que o filho não teve avaliação diferenciada e concorreu "de igual para igual" com os demais candidatos.

Por ter uma baixa visão, ele teve uma prova com letras maiores e uma pessoa que leu as questões. Ela conta que, desde a adolescência, o filho despertou um interesse maior pelos mapas.

Eunice conta que a vida escolar do filho, que frequentava uma escola de ensino regular, foi tranquila: "Ele sempre se preocupou com seus deveres. É algo novo, mas vamos esperar os acontecimentos. E quando forem aparecendo as questões, as soluções virão aos poucos".

(Fonte: UOL – 23/2/12)









segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Semana 1: Ortografia


Regras para escrever corretamente   
Alfredina Nery* - Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

           Não sabe como escrever uma palavra? É com S ou com Z? Para esse tipo de dúvida, tão comum em português, deve-se entender que a língua tem, basicamente, dois sistemas de escrita: regular e irregular.
           Muitas vezes, as grafias não podem ser explicadas por nenhuma regra, pois é a origem da palavra ou a tradição de uso que justificam a forma de escrever. Por exemplo, a palavra "hoje" é escrita com "h" devido à etimologia do termo, pois a forma latina é "hodie".
        Em outras situações, no entanto, é possível prever a grafia, porque se pode "adivinhar" sua forma. Por exemplo: a palavra "português", que é escrita com "s" e não com "z". Logo, as outras palavras do mesmo grupo, como "francês", "japonês" ou "norueguês", são também escritas assim, com S!
           Os adjetivos que indicam lugar de origem são escritos com "s" e não com "z". Verifique: português, portuguesa, portugueses, portuguesas, francês, francesa, franceses, francesas, norueguês, norueguesa, noruegueses, norueguesas, finlandês, finlandesa, finlandeses, japonês, japonesa, japoneses, japonesas... Amplie a lista e confirme a regra!
          Nos substantivos que derivam de adjetivos, o final da palavra (sufixo) é “eza”: firme/firmeza; belo/beleza; pobre/pobreza; rico/riqueza.
Adjetivos com o sufixo “oso” escrevem-se sempre com “s”: gostoso, oleoso, saboroso, estudioso.
          É bem produtiva a compreensão das regularidades do sistema de escrita, não é verdade? Se descobrirmos o princípio que gera uma grafia, podemos inferir muitas outras formas relativas ao mesmo princípio... A nossa memória agradece!


ALGUNS CASOS ESPECIAIS (Fonte: Portal Objetivo)
POR QUE
1.
Oração interrogativa direta ou indireta:
Exemplos:
— Por que devemos nos preocupar com o meio ambiente?
Não é fácil saber por que a situação persiste em não melhorar.
Não sei por que você se comportou daquela maneira

2. Preposição (por) e pronome relativo (que); equivalendo a pelo qual.
Exemplo:
O túnel por que deveríamos passar desabou ontem.
Os motivos por que não veio são desconhecidos.

POR QUÊ
1. Final de frase ou seguido de pontuação.
Exemplos:
—
Você ainda tem coragem de perguntar por quê?
— Não sei por quê!
Eles condenam, gostaria de saber por quê, o comportamento dela
.



PORQUE
1. Conjunção indicando explicação ou causa, equivalendo a pois, já que, uma vez que, como.
Exemplos:
Volte durante o dia, porque a estrada é muito ruim.
A situação agravou-se porque ninguém reclamou.
Porque ele sempre se atrasa, ninguém mais o espera.

2. Conjunção indicando finalidade, equivalendo a para que,
a fim de.
Exemplo:

“— Não julgues porque não te julguem.”

PORQUÊ
– Substantivo, sendo acompanhado de palavra determinante (artigo ou pronome).
Exemplos:
Não é fácil encontrar o porquê de toda essa confusão.
— Dê-me ao menos um porquê para sua atitude.



AONDE
– Indica idéia de movimento ou aproximação, é usado com verbos de movimento.
Exemplos:
— Aonde você vai?
— Aonde você quer chegar com essas ideias?
Ninguém sabe aonde se dirigir para retirar os ingressos.


ONDE
– Indica o lugar em que se está ou em que se passa algum fato, é usado, normalmente, com verbos que exprimem estado ou permanência.
Exemplos:
— Onde você está?
— Onde você vai ficar nas próximas férias?
Discrimine os locais onde as tropas permaneceram estacionadas.

HÁ, A
1. Há indica tempo passado e pode ser substituído por faz.
Exemplos:
Há cinco minutos eles chegaram.
Elas se encontraram há pouco.
As eleições ocorreram há três meses.
* O uso de há rejeita atrás quando se refere a tempo, pois o emprego dos dois numa mesma frase é redundante (pleonástico).
Exemplos:
Há dois anos estive em Brasília.
Dois anos atrás, estive em Brasília.



2. A exprime distância ou tempo futuro.
Exemplos:
Daqui a três anos, ele estará se formando.
De hoje a três dias, esgota-se o prazo para o pagamento.
O atirador estava a cinco metros de distância.
A cidade mais próxima fica a cem quilômetros.

MAU
– É adjetivo e significa “ruim, de má índole, de má qualidade”. Opõe-se a bom e apresenta a forma feminina má. Exemplos:
Ele não é mau aluno.
Escolheste um mau momento.
Ele tem um coração mau.



MAL
1. Advérbio e significa irregularmente, erradamente, de forma inconveniente ou desagradável. Opõe-se a bem.                                                                                          Exemplos:
Era previsível que ele se comportaria
mal.
Os atletas jogaram
mal.
Falou mal de você embora não estivesse mal-intencionado.



2. Conjunção temporal, equivalendo a quando, assim que, no momento em que.
Exemplos:

Mal cheguei, vi que ela estava triste.
Mal começou a chover, ele saiu.

3. Substantivo, sendo acompanhado de palavra determinante (artigo ou pronome).
Exemplos:
Isto é um mal necessário.
O mal é que ninguém tomou nenhuma atitude.

  
EXERCÍCIOS PARA TREINAR ORTOGRAFIA (se necessário, não deixe de consultar um dicionário):


1)           Dos termos sublinhados nas frases abaixo, o único que está inadequado ao contexto ocorre em:
a)           O mundo está na iminência de enfrentar o recrudescimento da fome devido à escassez de alimentos.
b)           Para atender a todos os interessados no concurso, foi preciso dilatar o prazo das inscrições.
 c)            Ao fazer cópias de músicas e filmes pela internet, é preciso ter cuidado para não infringir a lei.
d)           O município que se tornou símbolo da emigração brasileira para os EUA tenta se adaptar ao movimento migratório inverso.
e)           A cobrança de juros excessivos, com o objetivo de aferir lucro exagerado, desestimula o crescimento da produção.


2) A frase em que todos os vocábulos grifados estão corretamente empregados é:
a) Descobriu-se, há instantes, a verdadeira razão porque a criança se recusava à freqüentar a escola.
b) Não se sabe, de fato, porquê o engenheiro preferiu destruir o pátio a adaptá-lo às novas normas.
c) Disse-nos, já a várias semanas, que explicaria o porque da decisão tomada às pressas naquela reunião.
d) Chegava tarde, porque precisava percorrer a pé uma distância de dois à três quilômetros.
e) Não prestou contas à associação de moradores, não compareceu à audiência e até hoje não disse por quê.


3) Assinale a alternativa adequada para preencher as lacunas do texto abaixo, de acordo com o padrão culto da língua.
 O intendente não havia previsto a possibilidade ________ tropa permanecer tanto tempo no local. Como informa a correspondência, os soldados não recebiam ______ quase seis meses. Em virtude da falta de pagamento dos salários, __________ à míngua as pessoas da cidade. Foi necessário que o general __________________ para dar solução ao caso.


a)    de a – havia – andavam – interviesse.
b)    da – haviam – andavam – intervisse.
c)    de a – há – andava – interviesse.
d)    de a – havia – andavam – intervisse.
e)    da – há – andava – interviesse.

2º tema de redação 2012 - Crack

A partir de diversas leituras que você já tenha feito sobre o tema a seguir, escreva uma dissertação em que se posicione sobre a frase "Crack: sintoma de exclusão social".

1º tema de redação 2012 - Exposição pública

A partir da leitura dos fragmentos abaixo, redija uma dissertação,
 expondo seu ponto de vista sobre
a supervalorização da exposição pública notada neste início de século.

“O entretenimento que rege os meios de comunicação de massa estaria também a pautar a definição das personalidades e identidades numa época em que a fama aparece como acessível a todos. O espetáculo aparece como via de ascensão, a participação no universo do visível aparece como horizonte obrigatório, como se existir estivesse condicinado a aparecer.” (Esther Hamburger, psicanalista)
“Tutty Vasques (jornalista), outro dia, criou uma expressão feliz: ‘a evasão da privacidade’ que assola o país. Diferentemente do que dizem, ninguém quer defender-se da invasão de sua privacidade: ao contrário, querem expô-la, desde poltronas, piscinas, joias, faisões de prata, vasos Ming na “Caras”, até confissões rasgadas nas entrevistas. Não é verdade que as pessoas querem ser livres; querem ser consumidas.” (Arnaldo Jabor, cineasta)
       


        “...as redes sociais não foram feitas para o anonimato, para a privacidade, muito pelo contrário, foram feitas para a exposição.                                                                                                                                        E aí começa o desafio: o que expor? Até onde ir? No espaço virtual às vezes pensamos estar na sala de nossas casas, e nos expomos com o senso de privacidade que pertence às paredes do lar.  Mas isso é uma ilusão! No espaço virtual estamos na janela, ou, mais ainda, no meio da praça. É um big brother do qual escolhemos participar. Mas como participantes de um jogo é preciso ter malícia, é preciso saber o que eu quero transferir da minha sala de estar para o meio da praça.Porque a praça é pública, e o que eu exponho lá ficará marcado, agregado à minha imagem.
Que imagem cada um de nós deseja tornar pública?” (cantoparaprosear.blogspot.com)


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Retrospectiva Janeiro - 2012






















Polissemia

Para responder às questões de 1 a 3 da UNICAMP, considere o que José Simão escreveu na sua coluna diária do Jornal Folha de S.Paulo, em 17 de agosto de 2005: "No Brasil nem a esquerda é direita!"

1) Nessa afirmação, a polissemia da língua produz "ironia". Em que palavras está ancorada essa ironia?

2)  Quais os sentidos de cada uma das palavras envolvidas na polissemia acima referida?

3)  Comparando a afirmação "No Brasil nem a esquerda é direita" com "No Brasil a esquerda não é direita", qual a diferença de sentido estabelecida pela substituição de "nem" por "não"?

  • Para conferir o gabarito, favor postar mensagem de solicitação à professora.