domingo, 4 de dezembro de 2011

Vícios de Linguagem

Associe os vícios com suas definições e exemplos:

1) Obscuridade
2) Ambigüidade
3) Pleonasmo vicioso
4) Cacofonia
5) Eco
6) Clichê
7) Prolixidade
8) Solecismo
9) Queísmo
10) Estrangeirismo


( ) Uso errado de concordância, regência ou colocação pronominal
( ) Falta de clareza na exposição do pensamento
( ) Uso de mais palavras do que o necessário para exprimir uma idéia
( ) Emprego abusivo de palavras estrangeiras em situações em que há correspondente na língua portuguesa
( ) Duplicidade de sentido
( ) Exagero no uso do “que” na construção do período
( ) Expressão desgastada pelo uso popular
( ) Som desagradável pela união de sílabas finais e iniciais das palavras
( ) Repetição desnecessária de uma idéia
( ) Repetição do som final das palavras


( ) A árvore, oca por dentro, era muito elevada, tinha 20 metros de altura total, de chão ao topo: estava, por esta razão, prestes a cair, daí a instantes, para baixo.
( ) Fazem vinte minutos que esta aula começou.
( ) Visitamos o teatro do vilarejo, que foi fundado no século XVIII.
( ) A Petrobras detém o monopólio exclusivo de exploração do petróleo no Brasil.
( ) O que é indispensável é que se conheça o princípio que se adotou para que se avaliasse a experiência que se realizou ontem, a fim de que se compreenda a atitude que tomou o grupo que foi encarregado do trabalho.
( ) “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / De um povo heróico o brado retumbante”
( ) Encontrar a mesma idéia vertida em expressões antigas mais claras, expressiva e elegantemente tem-me acontecido inúmeras vezes na minha prática longa, aturada e contínua do escrever depois de considerar necessária e insuprível uma locução nova por muito tempo.
( ) A desigualdade social no Brasil impede que os mais pobres tenham seu lugar ao sol.
( ) João da Silva teve um dia estressante. Enfrentou um rush danado e chegou atrasado ao meeting com o sales manager da empresa onde trabalha... Antes do workshop com o expert em top marketing, foi servido um brunch, mas a comida era muito light para sua fome. A tarde, plugou-se na rede e conseguiu dar um download em alguns softwares. A seguir, pegou sua pick-up e seguiu para o point onde estava marcada uma happy hour.. Mais tarde, no flat, ligou para o delivery e traçou um milk-shake e um hamburguer enquanto assistia ao Non Stop na MTV. À noite, pôs sua camisa mais fashion, comprada num sale do shopping center, e foi assistir a Shine no cinema.. Voltou para o apart-hotel a tempo de ver um pedaço do seu talk-show preferido na TV.
( ) A decisão da eleição não causou comoção na população.

Quiz - Censo 2010

1) Qual o perfil do brasileiro que emerge do Censo 2010? Assinale as corretas:
a) Mais velho
b) Mais branco
c) Mais masculino
d) Mais alfabetizado
e) Mais urbano


2) Associe a quantidade de brasileiros por cor e raça:
a) brancos
b) pretos
c) pardos
d) amarelos
e) índios

( ) 43,1%
( ) 1,1%
( ) 7,6%
( ) 47,7%
( ) 0,4%

3)Julgue as frases abaixo em falsas ou verdadeiras:
a)( ) A média de habitantes por domicílio hoje no Brasil e de 3,3.
b)( ) Segundo o levantamento, de 1990 para cá, por conta do crescimento da mortalidade e dos níveis de fecundidade, houve um aumento constante no número de idosos e uma diminuição significativa da população com até 25 anos.
c)( ) São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte continuam sendo os municípios mais populosos, o que desperta temores de um saturamento das estruturas.
d)( ) Surge um movimento migratório importante, de ocupação de um território historicamente esvaziado, a partir da expansão das indústrias madeireira, pecuária, de mineração e extrativa. Amapá, Roraima, Acre, Amazonas e Pará, todos na região Norte, foram os que tiveram maior expansão no número de habitantes.
e)( ) O crescimento populacional desta década foi superior ao observado na década anterior.
f) ( ) As mulheres superam em mais 3,9 milhões o número de homens.

4) Associe:
a)São Paulo
b)Campinas
c)Roraima
d)Bahia
( ) estado menos populoso
( ) estado com mais centenários
( ) estado mais populoso
( ) cidade mais populosa do interior

5)Responda:
a)Qual o critério usado pelo IBGE para atribuição de cor e raça?
b)O que tem levado à população brasileira a se identificar mais como negra ou parda?
c)Foram constatados, pela primeira vez, “60 mil cônjuges de igual sexo” no Censo 2010. Como você avalia este número?
d)O acesso a serviços públicos aumentou no Brasil nos últimos dez anos. Qual deles, com 98,7% de abrangência está universalizado e qual, com 55,4%, ainda precisa de incrementos?

Retrospectiva 2011 - Janeiro a julho

1)Promessa de Dilma no discurso de posse e que passou a figurar em seu slogan:
2)Primeiro logotipo em três dimensões, o Rio-16, faz alusão a quê?
3)Site que completou 10 anos em 2011, entre polêmicas diversas, mesmo sendo o 8º mais acessado do mundo, reunindo 17,6 milhões de verbetes em 262 línguas:
4)País que escolheu se dividir, tornando-se uma das nações mais pobres do mundo:
5)Nome do presidente egípcio que renunciou após 18 dias de intensos protestos, muito deles organizados via Facebook:
6)Obra que concorreu ao Oscar de melhor documentário em 2011, retratando a vida dos catadores de material reciclável em um dos maiores aterros do mundo, no Rio de Janeiro:
7)Escritor gaúcho e membro da ABL falecido em fevereiro:
8)Política adotada pela China há 30 anos e que, em 2011, passou a ser reavaliada, devido a pressões demográficas, como o envelhecimento:
9)Tema da Campanha da Fraternidade 2011:
10)Usina nuclear gravemente atingida no terremoto que devastou o Japão:
11)Primeira visita oficial ao Brasil no governo Dilma:
12)Tempo de vida do Twitter, comemorado em março, período este em que a empresa passou de 8 para 400 funcionários:
13)Dois políticos brasileiros que ocuparam a presidência e faleceram neste 1º semestre:
14)Bairro do Rio de Janeiro que serviu de cenário para a pior tragédia em escolas no Brasil:
15)Decisão da França que causou discussões internacionais:
16)Maior acidente nuclear da história, que completou 25 anos em abril:
17)Duas beatificações ilustres ocorridas neste semestre, atentendo aos propósitos da Igreja Católica de valorizar “santos do nosso tempo”:
18)Lugar em que Osama Bin Laden foi morto, faltando quatro meses para completar os 10 anos do Onze de Setembro:
19)Três decisões polêmicas do STF nestes meses:
20)Discussão envolvendo o MEC:
21)Primeira grande baixa do governo Dilma:
22)Importante discussão no Congresso Nacional, ainda não conclusiva:
23)Estado que decidiu fazer um plebiscito acerca de sua divisão:
24)Universidade que decidiu acabar com seu exame próprio, aderindo integralmente ao SISU:
25)Setor que tem sido palco recente de imoralidades administrativas no governo atual:
26)Autora de Harry Potter, que se tornou milionária com a venda de seus livros e seus direitos autorais para o cinema, que teve em julho o lançamento do último filme da série – “As Relíquias da Morte”:
27)Desfecho do caso de dopping de César Cielo, que causou desavenças entre seus pares:
28)Legados importantes do ex-ministro Paulo Renato, falecido há um mês:
29)Quatrofamosos que sucubiram à “maldição dos 27 anos”, como Amy Winehouse, recentemente encontrada morta:
30)Mais recente local de atentado terrorista pelo ultranacionalista e islamófobo Anders Behring Breivik:

Retrospectiva 2010

1) De acordo com pesquisas de opinião pública, que fato ocorrido às vésperas do primeiro turno exerceu influência decisiva junto ao eleitorado para a realização do segundo turno presidencial?
a) A quebra ilegal do sigilo fiscal da filha e do genro de Serra
b) A mudança de posição de Dilma em relação à legalização do aborto
c) O escândalo do tráfico de influência na Casa Civil

2) O promotor Francisco Cembranelli ganhou notoriedade em 2010 ao participar de dois importantes júris populares em São Paulo – dos quais ele saiu vitorioso. Quais foram esses julgamentos?
a) Casos Isabella Nardoni e Celso Daniel
b) Casos Isabella Nardoni e goleiro Bruno
c) Casos Celso Daniel e goleiro Bruno

3) Em dezembro, o goleiro Bruno foi condenado a 4 anos e 6 meses de prisão. Por qual (s) crime (s) ele foi condenado?
a) Cárcere privado e assassinato de Eliza Samudio
b) Cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio
c) Abandono de incapaz contra Bruninho, filho de Eliza Samudio

4) Fortes chuvas caíram sobre o Brasil deixando milhares de desabrigados e provocando a morte de várias pessoas. Quais locais, dos citados abaixo, foram atingidos logo no primeiro mês do ano?
a) Alagoas e Pernambuco
b) Angra dos Reis e São Luiz do Paraitinga
c) São Paulo e Rio de Janeiro

5) Em novembro, atentados em série promovidos por traficantes espalharam o terror no Rio. Com apoio das Forças Armadas, uma megaoperação policial acuou os criminosos e tomou duas importantes áreas dominadas por eles. Quais foram elas?
a) Complexo do Alemão e Rocinha
b) Vila Cruzeiro e Complexo do Alemão
c) Vila Cruzeiro e Rocinha

6) Em maio, a promotora aposentada Vera Lúcia de Sant’Anna Gomes, de 66 anos, protagonizou um dos mais chocantes episódios policiais do ano. O que ela fez? a) Estrangulou a própria mãe, de 98 anos
b) Matou a facadas seu marido depois de descobrir que era traída
c) Espancou e torturou a criança que pretendia adotar

7) Em março, o cartunista Glauco Villas Boas e o filho dele, Raoni, foram assassinados. O estudante Carlos Eduardo Sundfeld Nunes assumiu a autoria dos homicídios. Em que circunstâncias se deram os crimes? a) Cadu assaltava a casa de Glauco quando foi flagrado pelo cartunista
b) Cadu conhecia as vítimas, chegou à casa de Glauco transtornado e já atirando
c) Cadu tentava sequestrar Glauco para ganhar dinheiro

8) Em novembro, Roger Abdelmassih, de 66 anos, foi condenado a 278 anos de prisão por estupro, tentativa de estupro e atentado violento ao pudor contra 39 mulheres. Quem eram suas vítimas?
a) Clientes de seu consultório de medicina reprodutiva
b) Mulheres abordadas em ruas de São Paulo
c) Funcionárias de seu consultório de medicina reprodutiva

9) O Brasil se consolidou em 2010 como rota dos grandes shows internacionais. Os concertos mais expressivos aqui foram, exceto:
a) Beyoncé / Chris Brown / Linkin Park/ Paul McCartney
b) Rolling Stones / 50 Cent / Black Eyed Peas / Coldplay
c) Mariah Carey / Eminem / Jonas Brothers / Scorpions

10) Em abril, uma explosão em uma plataforma de extração de petróleo provocou um enorme desastre ambiental. Onde ela aconteceu?
a) Arábia Saudita
b) Bacia de Campos
c) Golfo do México

11) O geneticista Craig Venter anunciou em maio ter criado "vida sintética". Não foi bem assim. Na verdade, qual foi o grande feito do norte-americano?
a) Decodificar o genoma da baleia azul
b) Clonar o primeiro humano
c) Transferir o material genético de uma célula para outra

12) Setembro foi o mês em que ficamos mais próximos de encontrar um lar em outro ponto do universo: foi descoberto o primeiro planeta potencialmente habitável pelo homem fora do sistema solar. Qual o nome desse planeta?
a) Grease 1979c
b) Giesse 1990d
c) Gliese 581g

13) A Petrobras realizou em setembro a maior capitalização – captação de recursos por meio da venda de ações – da história. A operação totalizou:
a) 170 bilhões de reais
b) 120 bilhões de reais
c) 120 bilhões de dólares

14) Em setembro, a publicação especializada Times Higher Education publicou o ranking das melhores universidades do mundo. Harvard ocupa a primeira posição na lista (EUA detém 17 dos 20 primeiros lugares). E no Brasil, das universidades citadas abaixo, qual opção apresenta uma que nem apareceu no ranking?
a) USP, UNICAMP
b) UFRJ, UNESP
c) UFMG, UnB

15) Em novembro, o mercado foi surpreendido com a notícia de que o Banco Panamericano receberia um aporte de 2,5 bilhões de reais do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), para cobrir um rombo nas contas da instituição. O que o empresário e apresentador Silvio Santos, controlador do Panamericano, fez para tranquilizar o mercado?
a) Anunciou a venda do SBT para o empresário Eike Batista para pagar as dívidas
b) Colocou todas as suas empresas como garantia do empréstimo – inclusive o SBT
c) Anunciou sua aposentadoria e a venda de todas as suas empresas

16) Em novembro, mais de 3 milhões de estudantes fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio 2010. A prova foi marcada por dois erros, sendo que um deles levou o Ministério da Educação a aplicar nova prova. Qual foi ele?
a) A prova azul continha questões duplicadas
b) A prova amarela continha erro de impressão
c) O cartão de resposta estava com o cabeçalho invertido

17) Contra quem o Brasil fez o “jogo da vergonha” no Mundial masculino de vôlei, atuando sem demonstrar vontade para ser beneficiado ao pegar o caminho mais fácil para o título?
a) Bulgária
b) Cuba
c) Itália

18) Qual era o nome do polvo vidente da Copa do Mundo de 2010?
a) George
b) John
c) Paul

19) Durante 69 dias, 33 operários ficaram soterrados em uma mina de ouro e cobre chilena, a mais de 700 metros de profundidade, sendo resgatados em uma operação cinematográfica. Qual era o nome da mina onde o episódio se passou?
a) San José
b) Atacama
c) San Esteban

20) Em maio, Israel realizou uma operação desastrada para impedir que uma embarcação furasse o bloqueio ao território palestino. O episódio terminou com a morte de nove pessoas e um ônus político para o governo israelense. Qual era a nacionalidade dos nove ativistas mortos?
a) libanesa
b) turca
c) francesa

21) Qual foi o primeiro país da América Latina a aprovar o casamento gay, garantindo igualdade de direitos civis a casais homossexuais?
a) Brasil
b) Colômbia
c) Argentina

22) Quem foi o ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2010?
a) O português José Saramago
b) O peruano Mario Vargas Llosa
c) O chinês Liu Xiaobo

23) Dedicado a divulgar informações sigilosas à revelia de governos e empresas, o site WikiLeaks começou a revelar em novembro um impressionante conjunto de 250.000 documentos confidenciais da diplomacia americana. Em dezembro, seu fundador, Julian Assange, foi preso na Grã-Bretanha. De qual crime ele é acusado?
a) Forjar os documentos que publica
b) Crimes sexuais
c) Vazar documentos confidencias americanos sendo ele um funcionário do governo

24) ”Eu penso que a greve de fome não pode ser utilizada como pretexto de direitos humanos para libertar pessoas. Imagina se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrarem em greve de fome e pedirem liberdade? Temos que respeitar a determinação da Justiça e do governo deste país, como quero que respeitem ao Brasil.” A que país Lula se referia ao falar estas palavras?
a) Venezuela
b) Cuba
c) Irã

25) Uma forte pressão internacional levou o governo iraniano a suspender, em julho, o apedrejamento de Sakineh Mohammadi-Ashtiani, condenada à morte em 2006. Dois meses mais tarde, porém, Sakineh foi condenada novamente à morte, desta vez por enforcamento. Quais as acusações que pesam sobre a iraniana?
a) Adultério e roubo
b) Roubo e blasfêmia contra o Islã
c) Adultério e assassinato

26) Em janeiro de 2010, um terremoto de 7,3 graus de magnitude atingiu o Haiti. Cerca de 300.000 pessoas morreram, outras 300.000 ficaram feridas e mais de 1 milhão perderam suas casas. Qual das afirmações abaixo sobre a tragédia é correta?
a) A capital haitiana, Porto Príncipe, foi a menos afetada pela tragédia, com apenas alguns prédios destruídos
b) A médica pediatra e fundadora da Pastoral da Criança Zilda Arns foi a única vítima brasileira do terremoto
c) A brasileira Zilda Arns, médica pediatra e fundadora da Pastoral da Criança, um diplomata e mais de quinze militares brasileiros morreram na tragédia

27) Em outubro, o médico britânico Robert G. Edwards foi laureado com o Nobel de Medicina. Entre os feitos abaixo, qual rendeu o prêmio ao britânico?
a) Descoberta do vírus da AIDS
b) Fertilização in vitro
c) Invenção e desenvolvimento da ressonância magnética nuclear

28) Em seu primeiro discurso como presidente eleita, no dia 31 de outubro, Dilma Rousseff prometeu combater uma droga que está se alastrando pelo Brasil. A que substância ela se referia?
a) Cocaína
b) Crack
c) Ecstasy

29) O Haiti, não bastasse o terremoto de janeiro, sofreu, no fim do ano, um surto que contaminou mais de 100.000 pessoas e matou outras mais de 2500. Que doença é essa?
a)Dengue
b)Gripe suína
c)Cólera

30) Em julho, o Facebook atingiu a marca de 500 milhões de cadastrados, tornando-se a maior rede social do planeta. Dois meses depois, seu criador, Mark Zuckerberg, se tornou, aos 26 anos, o mais jovem bilionário do planeta, estando retratado no filme “A Rede Social” e no livro “Bilionários por Acaso”. Foi ainda eleito o homem do ano pela revista Time. Qual é o patrimônio estimado dele?
a) 64,5 bilhões de dólares
b) 6,9 bilhões de dólares
c) 10,3 bilhões de dólares

31) Em julho, foi enviada ao Congresso uma lei que proíbe os pais de darem palmadas nos filhos. Segundo pesquisa do Datafolha, qual a alternativa falsa?
a)A maioria dos brasileiros é contra a proposta da proibição das palmadas.
b)As meninos apanham mais que os meninos em casa.
c)A maioria dos brasileiros já bateu nos filhos e apanhou dos pais.

32) Em 2010, um ídolo da música foi lembrado por seus 70 anos de nascimento e 30 de morte, recebendo uma série de homenagens feitas por fãs em todo o mundo. De quem se trata?
a)Elvis Presley
b)John Lennon
c)Raul Seixas

33) Dilma foi eleita presidente do Brasil. Quem é seu vice?
a)Índio da Costa
b)Michel Temer
c)Guilherme Leal

34) Foram temas polêmicos da última campanha presidencial, exceto:
a)Aborto / Religião / Não-obrigatoriedade do título de eleitor
b)Apoio de Lula / Quebra de sigilos fiscais / Privatização
c)Casamento gay / Controle da imprensa / Escândalo da Casa Civil

35) O vulcão Eyjafjallajökull entrou em erupção em março e a nuvem de cinzas que provocou semeou o caos entre as companhias aéreas europeias, que tiveram que deixar de operar boa parte dos seus voos. Em que país se situa este vulcão?
a) Islândia
b) Suécia
c) Noruega

36) A escritora naturalizada brasileira Clarice Lispector completaria 90 anos no dia 10 de dezembro, tendo recebido, por isso, diversas homenagens ao longo do ano. Qual sua nacionalidade legítima?
a) Francesa
b) Holandesa
c) Ucraniana

37) Aos 87 anos, faleceu o escritor português José Saramago. Sobre ele, é incorreto afirmar:
a) É o único escritor em Língua Portuguesa agraciado com o Prêmio Camões e o Prêmio Nobel de Literatura.
b) Seu livro mais conhecido, Memorial do Convento, ganhou uma adaptação cinematográfica em 2008 dirigida pelo brasileiro Fernando Meirelles.
c) Ateu, cético e pessimista, Saramago sempre teve atuação política marcante e levantava a voz contra as injustiças, a religião constituída e os grandes poderes econômicos, que ele via como grandes doenças de seu tempo.

38) Maior bilheteria do cinema brasileiro, marcando de forma inédita o ano de 2010 foi:
a) A Rede Social
b) Tropa de Elite 2
c) Chico Xavier

39) Projeto que surgiu da iniciativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que reuniu mais de 1,6 milhão de assinaturas de eleitores desde o lançamento da proposta, em setembro do ano passado.Visa proibir que políticos condenados pela Justiça continuem candidatos. Qual o nome deste projeto?
a) Lei da Palmada
b) Ficha Limpa
c) Dossiê Brasil

40) Polêmica envolve livro de Monteiro Lobato - No dia 18 de novembro, o Conselho Nacional de Educação (CNE) lançou parecer defendendo que o livro “Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato, fosse banido das salas de aula. Por quê?
a) A obra foi considerada racista pelo órgão.
b) O livro apresenta passagens com conteúdo pornográfico.
c) O livro é plágio de outro escritor português.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Como são muitos os pedidos, renovarei os exercícios deste blog e colocarei os gabaritos anexos, ok?
Aguardem! Só estou precisando entrar em férias para fazer isto!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Educação e preconceito linguístico: qual deve ser a posição da escola?

Qualquer um, mesmo sem nunca ter passado pela escola, sabe que não pode falar sempre do mesmo jeito com todas as pessoas, pois, até mesmo entre os familiares, cada relação está marcada por um nível diferente de formalidade. A linguagem que usamos às vezes é mais informal, às vezes é mais séria, impessoal. Nessas situações menos pessoais, a norma culta é a mais adequada para garantir um contato respeitoso e mais claro entre os indivíduos. Por isso, quando o falante consegue variar a linguagem, adequando o nível de formalidade a suas intenções, à situação e à pessoa com quem fala, dizemos que ele possui boa competência linguística. O conhecimento das variedades linguísticas amplia nossas possibilidades de comunicação, mas é a norma culta que garante a manutenção de uma unidade linguística ao país. Com base nos textos da coletânea a seguir, elabore uma dissertação argumentativa sobre o tema: considerando que a norma culta é variante mais valorizada socialmente, qual deve ser a posição da escola em relação às outras variantes linguísticas?

Qualidades e valores

Ninguém de bom-senso discorda de que a expressão popular tem validade como forma de comunicação. Só que é preciso que se reconheça que a língua culta reúne infinitamente mais qualidades e valores. Ela é a única que consegue produzir e traduzir os pensamentos que circulam no mundo da filosofia, da literatura, das artes e das ciências. A linguagem popular a que alguns colegas meus se referem, por sua vez, não apresenta vocabulário nem tampouco estatura gramatical que permitam desenvolver idéias de maior complexidade - tão caras a uma sociedade que almeja evoluir. Por isso, é óbvio que não cabe às escolas ensiná-la.
[Evanildo Bechara, gramático e filólogo, em entrevista a revista Veja, 29 de maio de 2011]

“Menas: o certo do errado e o errado do certo”

A ideia é provocadora e reflete um debate bem atual. Em cartaz desde 16 de março no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, a exposição "Menas: o certo do errado, o errado do certo", tem a proposta manifesta de homenagear a variante popular do idioma no Brasil.
A exposição, que fica no museu até 27 de junho, começa na estação de metrô Luz, onde cerca de trinta banners trazem frases com os chamados tropeços comuns no português falado no Brasil, de "A nível de língua, ninguém sabe tudo" a "Ele vai vim para a festa". O objetivo é fazer o visitante refletir sobre a normatização na língua, antes mesmo de chegar às dependências do museu.
Lá dentro, sete instalações convidam o visitante a lidar sem preconceito com as formas em uso no português brasileiro. O próprio título da mostra soa como provocação, brincando com a variante do advérbio "menos", por princípio invariável. [Revista Língua]

Pertinente, adequado e necessário

... nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua. O que esses profissionais vêm tentando fazer as pessoas entenderem é que defender uma coisa não significa automaticamente combater a outra. Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento.
Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz parte da língua materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso é para eu tomar?”, porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de português brasileiro, mas por ainda servir de arame farpado entre os que falam “certo” e os que falam “errado”, é dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de modo que eles - se julgarem pertinente, adequado e necessário - possam vir a usá-la.
[Marcos Bagno, escritor e lingüista, na revista Carta Capital]

Por uma vida melhor

Vem causando imensa polêmica o conteúdo do livro Por uma vida melhor, distribuído pelo Ministério da Educação a
500 000 alunos de escolas públicas. A controvérsia decorre do pressuposto de que o referido livro parece nivelar as variantes linguísticas, alertando o estudante contra o “preconceito linguístico” que ele pode vir a sofrer caso se expresse de maneira informal.
Veja abaixo um trecho de Por uma vida melhor:


‘Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado’. Você pode estar se perguntando: “Mas eu posso falar ‘os
livro?’.” Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito
linguístico.” (Veja, 25/5/2011)


No livro [Por uma vida melhor], Heloisa Ramos, uma das autoras, diz que quem "fala errado" pode ser vítima de
"preconceito linguístico". O lado perverso desse desvario é que, com isso, se justifica o não fornecimento, às pessoas que mais precisam deles, dos códigos que lhes permitiriam alcançar uma vida melhor.
(Veja, Carta ao leitor, 25/5/2011 -adaptado)


Querer que a escola ignore que existe uma língua-padrão, que todos temos o direito de conhecer, é nivelar por baixo, como se o menos informado fosse incapaz. É mais uma vez discriminar quem não pôde desenvolver plenamente suas
capacidades. E, esta sim, é uma postura preconceituosa: os menos privilegiados que fiquem como estão. Coroada a ignorância, as futuras gerações, livres da escola e do dever de crescer, escreverão e falarão sempre achando naturais e boas coisas como "os home espera", "nós achemo", "as mulher precisa". (Ou "percisa" seria melhor?).
(Lya Luft, “Chancela para a ignorância”, Veja, 25/5/2011 -adaptado)


Você deve ter visto que o MEC deu aval a um livro que se diz didático no qual se ensina que falar "os livro" pode. Não pode, não, está errado, é ignorância, pura ignorância, má formação educacional, preguiça do educador em corrigir erros. Afinal, é muito mais difícil ensinar o certo do que aceitar o errado com o qual o aluno chega à escola.
(Clóvis Rossi, FSP, 23/5/2011)

Estuda-se pouco e ensina-se mal

Há muito que a norma culta — o padrão estabelecido por gramáticos e lexicógrafos, que nem sempre, aliás, se põem de acordo — deixou de ter valor absoluto. O substrato real de toda língua está na fala popular, que evolui ao longo do tempo e impõe, cedo ou tarde, mudanças na norma que se convencionou ser a correta.
Em contexto oral, coloquial ou literário, admitem-se variações definidas como erradas pelo padrão gramatical. Esse padrão configura apenas um conjunto de convenções que assegura lógica ao funcionamento do idioma, ainda que suas regras sejam eivadas de exceções e anomalias.
Daí não decorre, porém, que a norma culta seja um parâmetro inútil ou preconceituoso. Trata-se de um lastro, que também evolui no tempo, cujo sentido é tornar a língua estável e previsível; sem tal garantia, as variações cresceriam de forma desordenada até inviabilizar a própria comunicação.
Além disso, o aprendizado da norma culta faz parte da disciplina intelectual que deveria ser estimulada em qualquer estabelecimento de ensino. Aprender custa tempo e esforço. De algumas décadas para cá, a pretexto de promover uma educação "popular" ou "democrática", muitos educadores dedicam-se a solapar toda forma de saber implicada no repertório de conteúdos que a humanidade vem acumulando ao longo das gerações.
Em vez da revolução pedagógica que apregoam, o resultado tem sido a implantação despercebida da lei do menor esforço nas escolas. Estuda-se pouco e ensina-se mal. Isso — e não suscetibilidades gramaticais — é o que deveria preocupar. (Editorial FSP, 19/5/2011)



Discutir preconceito linguístico é fundamental para que alunos que vêm de classes menos favorecidas não se sintam reprimidos. A atitude normal da escola sempre foi zombar da fala dos alunos. Esse debate é fundamental para criar um ambiente mais acolhedor. (Marcos Bagno, autor do livro Preconceito Lingüístico)


Se a linguagem é a resposta evolucionária à necessidade de comunicação entre humanos, o único critério possível para julgar entre o linguisticamente certo e o errado é a compreensão ou não da mensagem transmitida. Uma frase ambígua
seria mais "errada" do que uma que ferisse as caprichosas regras de colocação pronominal, por exemplo.
(http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/916634-uma-defesa-do-erro-de-portugues.shtml)


É indispensável informar os alunos sobre o quadro da variação linguística existente no nosso País e, a partir da comparação das variedades, mostrar-lhes os pontos críticos que as diferenciam e chamar sua atenção para os efeitos sociais corrosivos de algumas dessas diferenças (o preconceito linguístico – tão arraigado ainda na nossa sociedade e que redunda em atitudes de intolerância, humilhação, exclusão e violência simbólica com base na variedade linguística que se fala). Por fim, é preciso destacar a importância de conhecer essa realidade tanto para dominar as variedades cultas quanto para participar da luta contra o preconceito linguístico. (Carlos Alberto Faraco, linguista)

terça-feira, 28 de junho de 2011

A questão da legalização ou de alternativas para realmente se coibir o uso de drogas: assunto sempre presente na mídia. E aqui abre-se o debate!


PEGA LEVE

Há três anos, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se juntou a personalidades como os ex-presidentes César Gaviria, da Colômbia, e Ernesto Zedillo, do México, e aos escritores Paulo Coelho e Mario Vargas Lllosa na Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia. Passou a defender a descriminalização do consumo de entorpecentes. E transformou sua "saga" no filme "Quebrando o Tabu", de Fernando Andrade, que estreia na sexta, 3. Visitou 18 cidades da América Latina, EUA e Europa, foi a bares que vendem maconha, viu pessoas se drogarem nas ruas.
Claramente, qual é a sua posição sobre as drogas?
Eu sou a favor da descriminalização de todas as drogas.
Cocaína, heroína?
Todas, todas. Uma droga leve, tomada todo dia, faz mal. E uma droga pesada, tomada eventualmente, faz menos mal. Essa distinção é enganosa. Agora, quando eu digo descriminalizar, eu defendo que o consumo não seja mais considerado um crime, que o usuário não passe mais pela polícia, pelo Judiciário e pela cadeia. Mas a sociedade pode manter penas que induzam a pessoa a sair das drogas, frequentando o hospital durante um período, por exemplo, ou fazendo trabalho comunitário. Descriminalizar não é despenalizar. Nem legalizar, dar o direito de se consumir drogas.
Os manifestantes da Marcha da Maconha, por exemplo, defendem a legalização, o direito de cada um fumar ou não o seu baseado.
Eles defendem não só a legalização, como dizem: "Não faz mal". Eu não digo isso, porque ela faz mal. Agora, não adianta botar o usuário na cadeia. Você vai condená-lo, estigmatizá-lo. E não resolve. O usuário contumaz é um doente. Precisa de tratamento e não de cadeia.
Legalizar aqui pode significar realmente você alastrar enormemente o uso de drogas, de uma maneira descontrolada. Na Holanda, eles não tentam levar ninguém ao tratamento. Na cultura brasileira, funcionaria mais o modelo adotado por Portugal. Eles descriminalizaram todas as drogas e deram imenso acesso ao tratamento. E como você não tem medo de ir para a cadeia, você procura o hospital. Eles fazem inclusive uma audiência de aconselhamento com o usuário. Portugal está hoje entre os países com a menor expansão do consumo de drogas na Europa Ocidental. Agora, eles combatem o tráfico.


Os críticos da descriminalização dizem que uma droga leva a outras mais pesadas.
Vamos falar sem hipocrisia: o acesso à maconha é fácil no Brasil. E o elo entre a droga leve e a droga pesada é o traficante. Se você não tem acesso regulado, vai para o traficante. E ele te leva da maconha para outras drogas.
E como seria esse acesso?
Em vários estados americanos, na Europa, há liberdade de produção em pequena quantidade, doméstica. Cada país tem que encontrar o seu caminho. Outra coisa: em alguns países da Europa, o governo fornece a droga para o dependente, para evitar o tráfico. Na Holanda, não é permitido se drogar na rua. Você tem locais específicos. Isso poderia acontecer no Brasil. Em SP, na cracolândia, o pessoal se droga na rua, à vontade. É melhor se drogar na rua ou ter um local específico? Isso não é liberar, é tratar como saúde pública.
Uma parte da sociedade vai ser sempre contra, mas não estamos defendendo coisas irresponsáveis. A droga faz mal, eu sou contra o uso da droga, tem que fazer campanha para reduzir o consumo. Agora, a guerra contra ela fracassou. Tá aumentando o consumo, tá tendo um resultado negativo, tá danificando as pessoas e a sociedade.
(Folha de S. Paulo – 29/5/11)


O debate das drogas



A discussão sobre a descriminalização das drogas e a legalização da maconha não é nova, mas ganha espaço. Isso decorre da percepção crescente de que a abordagem puramente repressiva do problema fracassou. Apesar de alguns juízes, que preferem ver apologia ao crime no direito à livre manifestação, o debate é saudável e mesmo necessário, porque a questão é bastante complexa.
"Descriminalizar" e "legalizar" são coisas distintas. Quando Fernando Henrique Cardoso defende a descriminalização das drogas -de todas-, quer dizer que o usuário não deve ser tratado como criminoso, mas como alguém a ser esclarecido e, eventualmente, medicado. Na entrevista a Mônica Bergamo, FHC lembrou o exemplo de Portugal: a descriminalização foi acompanhada por uma política de amplo acesso ao tratamento, sem, no entanto, que o governo abdicasse de combater o tráfico.Legalizar é diferente. Significa permitir a produção, a venda e o consumo daquela substância, mesmo que sob certas condições. Devemos sonhar, como na canção de Chico Buarque, com um mundo onde "maconha só se comprava na tabacaria, drogas, na drogaria"? Especialistas respeitáveis contrários à legalização argumentam que a facilitação do acesso fatalmente aumentaria o consumo. E citam o exemplo do alcoolismo. Transferir o problema da esfera criminal para a da saúde pública não é, pois, uma saída mágica, sem subprodutos negativos. O ganho estaria na ruptura do elo entre o baseado e o tráfico, talvez o maior fator de desagregação social e violência extrema nas grandes cidades.Há drogas mais ou menos nocivas, mas nenhuma deixa de fazer mal. À luz das experiências ruinosas da guerra ao tráfico, tendo a pensar que a descriminalização de todas elas e a legalização do uso regulado da maconha apontaria para uma maneira menos hipócrita, mais humana e a médio prazo mais eficaz de lidar com o problema.
FERNANDO DE BARROS E SILVA – Folha de S. Paulo – 21/5/11


Por unanimidade, STF aprova a realização da Marcha da Maconha

O STF (Supremo Tribunal Federal) liberou a realização da Marcha da Maconha, evento que reúne, em diversas cidades brasileiras, pessoas favoráveis à legalização da droga.
Por unanimidade, os ministros afirmaram que a Justiça brasileira não pode interpretar o artigo 287 do Código Penal, que criminaliza a apologia de "fato criminoso [o uso da droga] ou de autor de crime [o usuário]", para proibir a realização de eventos públicos que defendem a legalização ou regulamentação da maconha.
Segundo o tribunal, quem defende a descriminalização da maconha está exercendo os direitos à liberdade de reunião e expressão, previstos na Constituição Federal.
Em um longo voto, o relator do caso, ministro Celso de Mello, afirmou que a livre expressão e o exercício de reunião "são duas das mais importantes liberdades públicas". "A polícia não tem o direito de intervir em manifestações pacíficas. Apenas vigiá-las para até mesmo garantir sua realização. Longe dos abusos que têm sido impetrados, e os fatos são notórios, a Polícia deve adotar medidas de proteção", disse.
Ao defender a liberdade de expressão, o relator avaliou que a exposição de novas ideias podem ser "transformadoras, subversivas, mobilizadoras". "Ideias podem ser tão majestosas e sólidas, quanto são as mais belas catedrais. Ideias podem ser mais poderosas que a própria espada. E é por isso que as ideias são tão temidas pelos regimes de força".
(FELIPE SELIGMAN / NÁDIA GUERLENDA CABRAL – Folha de S. Paulo – 15/6/11)

Tema polêmico



AO DISCUTIR os problemas que dizem respeito a todos nós, não o faço por arrogância, mas para tentar entendê-los, suscitar a discussão ampla, já que os discuto comigo mesmo.
Um desses problemas são as drogas, que, a cada dia, se torna mais agudo, provocando debates e tentativas de solução os mais diversos e polêmica.
Vejo com apreensão pessoas e instituições responsáveis defenderem a descriminação dessas drogas, de todas ou das chamadas drogas leves, como a maconha. A experiência que tenho -eu e muita gente- indica que a droga leve é, quase sempre, a etapa inicial que conduz às drogas pesadas.
Os defensores da descriminação usam de um argumento que considero sofismático: alegam que defendem o fim da repressão ao tráfico de drogas porque a experiência demonstrou sua inoperância, isto é, a repressão não impediu o crescimento do tráfico e o aumento do consumo de drogas.
Veja bem: o aparelho judicial e a polícia foram criados para reprimir o crime e defender a sociedade; não obstante, após séculos de existência, não conseguiram acabar com a criminalidade que, pelo contrário, cresceu. Devemos, por isso, não mais prender e punir os criminosos? Claro que não. Não há como extinguir definitivamente a criminalidade, mas deixar de combatê-la é a pior das opções. Ninguém, em sã consciência, defenderá essa tese.
Do mesmo modo, acabar com a repressão ao tráfico e ao consumo de drogas seria render-se aos criminosos e entregar as pessoas (particularmente os jovens) a consequências desastrosas. Basta pensar: que autoridade teria um pai de família para aconselhar o filho a não consumir drogas, se o próprio governo as legalizar e as permitir?
Quando, pela primeira vez, ouvi falar da necessidade de descriminar as drogas, lembrei-me de que a cocaína não é produzida aqui, vem de países vizinhos, onde seu uso é proibido. Como vender legalmente uma mercadoria que entrou ilegalmente no país? A opção inevitável será, sem dúvida, o plantio, no Brasil, da coca, em larga escala. Deixaríamos de plantar feijão e arroz para cultivar um produto bem mais lucrativo.
Talvez por isso, passou-se a falar na legalização mundial das drogas. Essa gente delira, mesmo sem cheirar cocaína. Alguém acredita que Fernandinho Beira-Mar, que ganha milhões de reais com a venda ilegal de drogas, vai passar a pagar Imposto de Renda e ICMS? Ignoram que alguns dos maiores contrabandos que existem no Brasil são de pedras preciosas e de cigarros, que não têm sua comercialização proibida.
Mas há outro ponto também discutível, que é legalizar o consumo de drogas. Acreditam que o consumidor é um doente, que deve ser tratado e não castigado.
Será verdade que todo consumidor de drogas é um doente? Aposto que não. Os maiores consumidores de cocaína e drogas sintéticas não são viciados patológicos e, sim, consumidores que utilizam as drogas socialmente.
Não há o cara que bebe socialmente e não é alcoólatra? Assim como a maioria dos que consumem bebidas alcoólicas não é constituída de alcoólatras, há muita gente que ganha bem, goza de prestígio social como empresário ou artista, e consome maconha, cocaína, ecstasy, promove festas para, divertidamente, drogar-se, ele e sua patota. Compra drogas de vendedores qualificados, que não precisam subir o morro. Alguém acredita que os milhões de reais que as drogas rendem ao tráfico saem do bolso dos favelados ou do garotão viciado, filhinho de papai, que paga o traficante roubando da família?
A legalização do consumo de drogas só servirá para estimular um número maior de pessoas, socialmente bem situadas, a se tornarem alegres consumidores delas. Oferecer tratamento ao viciado está certo, mas como, se a nova política de saúde -a tal "psiquiatria democrática"- não possibilita internações?
E pense nisto: o tráfico sobreviveria se, de repente, ninguém mais usasse drogas? Um exemplo hipotético: se as pessoas deixassem de consumir carne, a produção e o comércio de carne sobreviveriam? Todos sabemos que nenhuma mercadoria subsiste sem comprador.
É um contrassenso, portanto, pretender acabar com o tráfico de drogas liberando o consumo. Essa liberação, sem dúvida alguma, multiplicaria por milhões o número de consumidores e fortaleceria ainda mais o tráfico.

( FERREIRA GULLAR – Folha de S. Paulo - 29/11/09 )

A guerra às drogas é uma guerra contra pessoas

A “guerra às drogas” fracassou. A resposta militar e penal ao problema do uso de algumas drogas não incide sobre o consumo nem ajuda no tratamento do abuso no uso de psicoativos. Além de tudo, traz consigo uma série de outros gravíssimos problemas: violência do crime e do Estado, corrupção, criminalização da pobreza. Assim, abre-se cada vez mais a disputa por alternativas a esse falido modelo, que criminaliza uma conduta – posse de certas drogas – e, portanto pessoas..
O sucesso das políticas europeias pautadas por estratégias de redução de danos levou a que diversos países começassem a reformar suas políticas de criminalização das drogas. Portugal, Espanha e Itália não criminalizam posse de drogas para consumo pessoal, solução seguida em 2009 também por México, Argentina e República Tcheca. No Brasil, o debate lentamente tem ganhado maior repercussão, inclusive com a presença de figuras conservadoras defendendo outra maneira de lidar com a questão.
Segundo Cristiano Maronna, advogado e membro do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (Ibccrim), houve “grande avanço” na penetração deste debate na sociedade nos últimos anos, “na medida em que hoje se discute mais ou menos abertamente a necessidade de mudar o rumo da política de drogas”. “Há ainda muita resistência, o discurso alarmista e catastrofista ainda intoxica a discussão”, salienta Maronna, “mas é inegável que hoje a informação é mais abundante. Há mais espaço para a busca de alternativas fora da proibição.
( Júlio Delmanto. Caros Amigos, n. 158, maio de 2010)


Legalizar as drogas não é a solução



É de conhecimento geral que a proibição de drogas ilícitas vem alimentando o narcotráfico no Brasil, gerando, assim, milhares de mortes todo ano nos conflitos entre polícia e traficantes. Entretanto, seria um atraso para a sociedade considerar a legalização das drogas como solução aos problemas da violência nos centros urbanos, visto que essa medida poderá acarretar riscos à segurança e saúde pública.


É inegável o fato de que a liberação das drogas faria surgir novos usuários, principalmente os mais jovens, que se veriam livres para experimentar tais substâncias. Sendo assim, é de certo modo, contraditória a legalização do uso de drogas - causadoras de doenças crônicas - uma vez que o governo investe em programas de combate a mesma. O principal argumento dos favoráveis à legalização é que, com isso, ocorreria uma diminuição considerável dos níveis de violência. Porém, visto que a sociedade sofre com os acidentes e a violência causados pelo consumo de bebidas alcoólicas, os riscos aumentariam drasticamente com os efeitos do uso das drogas, sobretudo as mais pesadas, como o crack.
Desse modo, o governo não pode resolver os problemas da sociedade substituindo-os por outros. Portanto, o que o Brasil precisa com mais urgência é o aperfeiçoamento de programas de combate às drogas - conscientizando a população de seus efeitos - e, principalmente, uma maior assistência aos usuários e ex-usuários, assim como às suas famílias.

"A maioria dos que usam maconha justifica seu uso dizendo que ela faz menos mal que álcool e cigarro. Não há por que fazer comparações, saber qual é a pior ou a menos má. O casamento com a maconha é sempre destrutivo. A droga tem uma substância química chamada ácido delta-9-tetraidrocanabinol (THC), que lentamente mina as capacidades intelectuais: compromete a atenção, a concentração e a memória. Produz uma apatia que não é própria da adolescência. O jovem prefere ficar sozinho a estar com amigos não-usuários. Mas o usuário vive se iludindo em dizer "que fuma porque quer e pára quando quiser."[Içami Tiba, psiquiatra, terapeuta e escritor, no livro "Juventude e Drogas: Anjos Caídos". São Paulo: Integrare, 2007].


"Vigora no país uma lei que vale só para alguns.(...). Se você é pobre e é pego com maconha, vai preso. Se é rico, é possível que a polícia nem o incomode, para evitar problemas - vai que você é filho de alguém importante. Ou, quem sabe, um subornozinho livre sua cara. Se você é grande traficante, fique sossegado. Se é pequeno traficante, ai, ai, ai. Se o delegado está de bom humor, você é usuário; se está de mau humor, é traficante - tão vaga é a tipificação dos crimes. E, se você quiser discutir o assunto a sério, é acusado de incitar um crime. Em resumo, a lei, do jeito que está, não funciona.[Soninha Francine, depois de sua demissão da TV Cultura, em 2001, por ter assumido que fumava maconha]


"Desde primeiro de julho de 2008, é proibido fumar cigarros em bares, cafés e restaurantes. Quer dizer, fumar cigarro comum, de tabaco. Consumir maconha e haxixe continua podendo. (...) As drogas são vendidas e consumidas na quantidade máxima de 5 gramas por pessoa, nos cerca de 750 cafés da Holanda (metade em Amsterdã). Esses estabelecimentos são beneficiados pela chamada gedoogbeleid, a política de tolerância do Ministério da Justiça em relação às chamadas drogas leves. [Revista VEJA. Edição de 9/7/2008]


“No Estado e na cidade de São Paulo, há um conjunto de ações que principiam a mostrar caminhos concretos para uma implantação de políticas públicas sobre drogas.Isso inclui a ampliação de ambulatórios especializados, leitos para tratamento de casos mais graves, empresas públicas com programas de prevenção e tratamento, medidas para reduzir o tabagismo, repressão ao tráfico, ações como o Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) e o departamento de prevenção do Denarc e ações integradas no centro de São Paulo com os moradores em situação de rua. Vale lembrar que a questão das drogas é um problema de todos nós, e não somente de um setor da sociedade; além disso, a busca e a execução dos atos resolutivos será conseguida tratando o problema como multifacetado que ele é!Vamos aplicar o já sabido, buscar novas alternativas de conduta, repetir modelos já testados e aprovados, mas sempre com abertura de diálogo sereno, respeitoso e que busque o consenso da sociedade.”
( LUIZ ALBERTO CHAVES DE OLIVEIRA é coordenador de Políticas sobre Drogas do Estado de São Paulo. ELOISA DE SOUSA ARRUDA é secretária da Justiça e da Defesa da Cidadania do Estado de SP.)


Maconha: hora de legalizar?

Fumar maconha em casa e na rua deveria ser legal? Legal no sentido de lícito e aceito socialmente, como álcool e tabaco? O debate sobre a legalização do uso pessoal da maconha não é novo. Mas mudaram seus defensores. Agora, não são hippies nem pop stars. São três ex-presidentes latino-americanos, de cabelos brancos e ex-professores universitários, que encabeçam uma comissão de 17 especialistas e personalidades: o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, de 77 anos, e os economistas César Gaviria, da Colômbia, de 61 anos, e Ernesto Zedillo, do México, de 57 anos. Eles propõem que a política mundial de drogas seja revista. Começando pela maconha. Fumada em cigarros, conhecidos como “baseados”, ou inalada com cachimbos ou narguilés, a maconha é um entorpecente produzido a partir das plantas da espécie Cannabis sativa, cuja substância psicoativa – aquela que, na gíria, “dá barato” – se chama cientificamente tetraidrocanabinol, ou THC.
Na Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, reunida na semana passada no Rio de Janeiro, ninguém exalta as virtudes da erva, a não ser suas propriedades terapêuticas para uso medicinal. Os danos à saúde são reconhecidos. As conclusões da comissão seguem a lógica fria dos números e do mercado. Gastam-se bilhões de dólares por ano, mata-se, prende-se, mas o tráfico se sofistica, cria poderes paralelos e se infiltra na polícia e na política. O consumo aumenta em todas as classes sociais. Desde 1998, quando a ONU levantou sua bandeira de “um mundo livre de drogas” – hoje considerada ingenuidade ou equívoco –, mais que triplicou o consumo de maconha e cocaína na América Latina.
Em março, uma reunião ministerial na Áustria discutirá a política de combate às drogas na última década. Espera-se que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, modifique a posição conservadora histórica dos Estados Unidos. A questão racial pode influir, já que, na população carcerária americana, há seis vezes mais negros que brancos. Os EUA gastam US$ 35 bilhões por ano na repressão e, em pouco mais de 30 anos, o número de presos por envolvimento com drogas decuplicou: de 50 mil, passou a meio milhão. A cada quatro prisões no país, uma tem relação com drogas. No site da Casa Branca, Obama se dispõe a apoiar a distribuição gratuita de seringas para proteger os viciados de contaminação por aids. Alguns países já adotam essa política de “redução de danos”, mas, para os EUA, o cumprimento dessa promessa da campanha eleitoral representa uma mudança significativa.
A Colômbia, sede de cartéis do narcotráfico, foi nos últimos anos um laboratório da política de repressão. O ex-presidente Gaviria afirmou, no Rio, que seu país fez de tudo, tentou tudo, até violou direitos humanos na busca de acabar com o tráfico. Mesmo com a extradição ou o extermínio de poderosos chefões, mesmo com o investimento de US$ 6 bilhões dos Estados Unidos no Plano Colômbia, a área de cultivo de coca na região andina permanece com 200 mil hectares. “Não houve efeito no tráfico para os EUA”, diz Gaviria.
Há 200 milhões de usuários regulares de drogas no mundo. Desses, 160 milhões fumam maconha. A erva é antiga – seus registros na China datam de 2723 a.C. –, mas apenas em 1960 a ONU recomendou sua proibição em todo o mundo. O mercado global de drogas ilegais é estimado em US$ 322 bilhões. Está nas mãos de cartéis ou de quadrilhas de bandidos. Outras drogas, como o tabaco e o álcool, matam bem mais que a maconha, mas são lícitas. Seus fabricantes pagam impostos altíssimos. O comércio é regulado e controla-se a qualidade. Crescem entre estudiosos duas convicções. Primeira: fracassou a política de proibição e repressão policial às drogas. Segunda: somente a autorregulação, com base em prevenção e campanhas de saúde pública, pode reduzir o consumo de substâncias que alteram a consciência. Liderada pelos ex-presidentes, a comissão defende a descriminalização do uso pessoal da maconha em todos os países. “Temos de começar por algum lugar”, diz FHC. “A maconha, além de ser a droga menos danosa ao organismo, é a mais consumida. Seria leviano incluir drogas mais pesadas, como a cocaína, nessa proposta(Revista Época – fevereiro de 2009)

domingo, 6 de junho de 2010

Tecnologia e privacidade

"Vivemos a era da exposição e do compartilhamento. Público e privado começam a se confundir. A ideia de privacidade vai mudar ou desaparecer." (Revista Época)
Redija uma dissertação fazendo uma análise crítica da relação entre tecnologia e privacidade.

Pressa: a face mais evidente da sociedade atual

" A rapidez, que é uma virtude, gera um vício, que é a pressa."
(Gregório Marañon, médico e intelectual espanhol)
Após refletir sobre a ideia contida no fragmento acima, redija uma dissertação expondo seu ponto de vista sobre a pressa que vem caracterizando a sociedade contemporânea.

Exercícios sobre figuras de linguagem

01. (VUNESP) No trecho: "...dão um jeito de mudar o mínimo para continuar mandando o máximo", a figura de linguagem presente é chamada:

a) metáfora
b) hipérbole
c) hipérbato
d) anáfora
e) antítese

RESPOSTA: E

02. (PUC - SP) Nos trechos: "O pavão é um arco-íris de plumas" e "...de tudo que ele suscita e
esplende e estremece e delira..." enquanto procedimento estilístico, temos, respectivamente:

a) metáfora e polissíndeto;
b) comparação e repetição;
c) metonímia e aliteração;
d) hipérbole e metáfora;
e) anáfora e metáfora.

RESPOSTA: A

03. (PUC - SP) Nos trechos: "...nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá
faltava nas estantes do major" e "...o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e
deseja" encontramos, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:

a) prosopopéia e hipérbole;
b) hipérbole e metonímia;
c) perífrase e hipérbole;
d) metonímia e eufemismo;
e) metonímia e prosopopéia.

RESPOSTA: E

04. (VUNESP) Na frase: "O pessoal estão exagerando, me disse ontem um camelô", encontramos a
figura de linguagem chamada:

a) silepse de pessoa
b) elipse
c) anacoluto
d) hipérbole
e) silepse de número

RESPOSTA: E

05. (ITA) Em qual das opções há erro de identificação das figuras?

a) "Um dia hei de ir embora / Adormecer no derradeiro sono." (eufemismo)
b) "A neblina, roçando o chão, cicia, em prece. (prosopopéia)
c) Já não são tão freqüentes os passeios noturnos na violenta Rio de Janeiro. (silepse de número)
d) "E fria, fluente, frouxa claridade / Flutua..." (aliteração)
e) "Oh sonora audição colorida do aroma." (sinestesia)

RESPOSTA: C

06. (UM - SP) Indique a alternativa em que haja uma concordância realizada por silepse:

a) Os irmãos de Teresa, os pais de Júlio e nós, habitantes desta pacata região, precisaremos de muita
força para sobreviver.
b) Poderão existir inúmeros problemas conosco devido às opiniões dadas neste relatório.
c) Os adultos somos bem mais prudentes que os jovens no combate às dificuldades.
d) Dar-lhe-emos novas oportunidades de trabalho para que você obtenha resultados mais
satisfatórios.
e) Haveremos de conseguir os medicamentos necessários para a cura desse vírus insubordinável a
qualquer tratamento.

RESPOSTA: C

07. (FEI) Assinalar a alternativa correta, correspondente à figuras de linguagem, presentes nos fragmentos
abaixo:

I. "Não te esqueças daquele amor ardente
que já nos olhos meus tão puro viste."
II. "A moral legisla para o homem; o direito para o cidadão."
III. "A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam."
IV. "Isaac a vinte passos, divisando o vulto de um, pára, ergues a mão em viseira, firma os olhos."

a) anacoluto, hipérbato, hipálage, pleonasmo;
b) hipérbato, zeugma, silepse, assíndeto;
c) anáfora, polissíndeto, elipse, hipérbato;
d) pleonasmo, anacoluto, catacrese, eufemismo;
e) hipálage, silepse, polissíndeto, zeugma.

RESPOSTA: B

08. (FEBA - SP) Assinale a alternativa em que ocorre aliteração:

a) "Água de fonte .......... água de oceano ............. água de pranto. (Manuel Bandeira)
b) "A gente almoça e se coça e se roça e só se vicia." (Chico Buarque)
c) "Ouço o tique-taque do relógio: apresso-me então." (Clarice Lispector)
d) "Minha vida é uma colcha de retalhos, todos da mesma cor." (Mário Quintana)
e) N.d.a.

RESPOSTA: B

09. (CESGRANRIO) Na frase "O fio da idéia cresceu, engrossou e partiu-se" ocorre processo de
gradação. Não há gradação em:

a) O carro arrancou, ganhou velocidade e capotou.
b) O avião decolou, ganhou altura e caiu.
c) O balão inflou, começou a subir e apagou.
d) A inspiração surgiu, tomou conta de sua mente e frustrou-se.
e) João pegou de um livro, ouviu um disco e saiu.

RESPOSTA: E

10. (FATEC) "Seus óculos eram imperiosos." Assinale a alternativa em que aparece a mesma figura de
linguagem que há na frase acima:

a) "As cidades vinham surgindo na ponte dos nomes."
b) "Nasci na sala do 3° ano."
c) "O bonde passa cheio de pernas."
d) "O meu amor, paralisado, pula."
e) "Não serei o poeta de um mundo caduco."

RESPOSTA: C

Fonte: www.coladaweb.com.br